O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das maiores conquistas do Brasil em termos de saúde pública. Ele garante que todos os cidadãos brasileiros tenham acesso a serviços de saúde, independente de sua condição financeira. Recentemente, uma importante inovação foi anunciada: SUS incorpora cirurgia conjunta para catarata e glaucoma – 24/09/2026 – Equilíbrio e Saúde. Este novo procedimento trará benefícios significativos a pacientes que sofrem dessas condições, que afetam diretamente a visão.
A saúde ocular é um aspecto fundamental da qualidade de vida. No entanto, muitas pessoas enfrentam problemas visuais que podem ser debilitantes. Dentre os mais comuns, a catarata e o glaucoma são frequentemente discutidos pelo impacto que têm não apenas na visão, mas também no bem-estar geral. Com a incorporação dessa nova cirurgia, o SUS se posiciona para oferecer uma solução integrada que promete não apenas tratar, mas também melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados.
O que são catarata e glaucoma?
A catarata é uma condição em que o cristalino do olho, que é uma lente natural, se torna opaco, interferindo na passagem da luz e, consequentemente, prejudicando a visão. É uma condição normal do envelhecimento, mas pode ocorrer em pessoas mais jovens devido a traumas, doenças ou uso prolongado de certos medicamentos. O tratamento padrão para a catarata é cirúrgico, envolvendo a remoção do cristalino opaco e substituição por uma lente artificial, um procedimento que é amplamente realizado e considerado seguro.
Por outro lado, o glaucoma é uma condição mais complexa e possui várias formas. Ele se relaciona ao dano progressivo do nervo óptico, muitas vezes devido ao aumento da pressão intraocular. O glaucoma primário de ângulo aberto é a forma mais comum e, segundo dados da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), representa cerca de 60% dos casos diagnosticados no Brasil. O tratamento do glaucoma geralmente começa com colírios para reduzir a pressão ocular, mas, em casos onde os medicamentos não são eficazes, podem ser necessários procedimentos a laser ou cirurgias.
A importância da cirurgia conjunta
Com a recente decisão do Ministério da Saúde, o SUS passará a oferecer uma cirurgia que trata simultaneamente catarata e glaucoma. Essa abordagem reduz o número de intervenções cirúrgicas que um paciente precisa enfrentar, além de ser menos invasiva, promovendo uma recuperação mais rápida e diminuindo a probabilidade de complicações. Durante o procedimento, as técnicas de goniotomia excisional e trabeculotomia transluminal serão empregadas para a correção do glaucoma, aliadas à facoemulsificação para o tratamento da catarata.
A realização dessas duas cirurgias em conjunto representa um avanço importante na forma como as doenças oculares são tratadas na rede pública. Isso é particularmente relevante em um país onde a desigualdade no acesso aos serviços de saúde ainda é uma realidade. A nova cirurgia não só melhora a eficiência do tratamento, como também economiza recursos públicos, favorecendo mais pacientes.
Benefícios esperados com a nova abordagem
Os benefícios da cirurgia conjunta são amplos e impactantes. Primeiramente, a redução do tempo de recuperação é um ponto positivo, já que os pacientes poderão voltar à sua rotina com mais rapidez. Além disso, a combinação dos tratamentos permitirá um melhor controle da pressão intraocular, um dos principais fatores de risco no desenvolvimento do glaucoma. Outro aspecto a ser considerado é a possibilidade de reduzir a dependência de colírios entre os pacientes, embora isso não signifique que todos possam interromper completamente o uso dessas medicações.
Economicamente, a medida foi avaliada pela Conitec e demonstrou uma significativa redução nos custos. Estima-se que a goniotomia excisional possa resultar em uma economia de cerca de R$ 22,4 milhões no primeiro ano de adoção. Essa economia pode permitir que mais recursos sejam alocados para outras áreas essenciais da saúde pública, reforçando a importância de decisões que promovam não apenas a saúde, mas também a sustentabilidade do sistema.
Desafios e considerações
Apesar dos indiscutíveis benefícios, a implementação desse novo procedimento não estará isenta de desafios. Será necessário um treinamento adequado para os cirurgiões que irão realizar as novas técnicas, garantindo que a transição para essa abordagem seja feita de maneira segura e eficaz. Além disso, os pacientes precisarão de um acompanhamento cuidadoso para monitorar possíveis complicações e garantir que a recuperação esteja ocorrendo conforme o esperado.
Outro aspecto a ser considerado é a comunicação entre médicos e pacientes. A compreensão completa dos novos procedimentos por parte dos pacientes será crucial para o sucesso do tratamento. Informações claras e acessíveis devem ser fornecidas para que os pacientes entendam o que estará envolvido na cirurgia conjunta, inclusive os riscos e as expectativas em relação ao pós-operatório.
SUS incorpora cirurgia conjunta para catarata e glaucoma – 24/09/2026 – Equilíbrio e Saúde: Um passo rumo ao futuro
O anúncio da incorporação da cirurgia conjunta representa um marco significativo na saúde pública brasileira. O SUS, ao implementar essa medida, demonstra seu compromisso com a melhoria contínua do atendimento à população. Esse é um momento de esperança tanto para médicos quanto para pacientes que lidam diariamente com as consequências de catarata e glaucoma.
Com os avanços contínuos na medicina, especialmente na área da oftalmologia, é possível vislumbrar um futuro onde as doenças oculares possam ser tratadas de forma mais eficaz e com menor impacto na vida dos pacientes. É fundamental que a sociedade como um todo acompanhe essas iniciativas e valorize as inovações que buscam melhorar a saúde e a qualidade de vida.
Perguntas frequentes
Por que a nova cirurgia para tratar catarata e glaucoma é importante?
A nova cirurgia permite que os pacientes tratem duas condições oculares comuns ao mesmo tempo, reduzindo o tempo de recuperação e o número de intervenções necessárias.
É seguro combinar as cirurgias de catarata e glaucoma?
Sim, a combinação das cirurgias é realizada com técnicas comprovadas que têm demonstrado ser seguras e eficazes.
Quem pode se beneficiar dessa nova abordagem?
Pacientes com catarata e glaucoma primário de ângulo aberto em estágio inicial ou moderado, que estejam sob controle com colírios, são os candidatos ideais.
O que muda no tratamento pós-operatório?
Embora a nova cirurgia possa reduzir a dependência de colírios, o acompanhamento médico continuará sendo crucial para garantir que a pressão intraocular esteja sob controle.
Quais são os riscos associados a essas cirurgias?
Como em qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos, como infecções e complicações relacionadas à anestesia, mas a maioria dos pacientes se recupera sem problemas sérios.
Quando essa nova cirurgia estará disponível no SUS?
O Ministério da Saúde anunciou que terá até 180 dias para efetivar a oferta do procedimento na rede pública, em consonância com a nova portaria.
Conclusão
A incorporação da cirurgia conjunta para catarata e glaucoma no SUS representa um avanço significativo na saúde ocular no Brasil. Essa inovação não apenas melhora as opções de tratamento disponíveis, mas também é um passo importante em direção à eficiência e eficácia nos cuidados de saúde pública. À medida que o SUS continua a evoluir e adaptar-se às necessidades da população, é fundamental que todos nós reconheçamos e apoiemos essas iniciativas que promovem uma saúde melhor e mais acessível para todos.

Profissional com passagens por Designer Gráfico e gestões e atuação nas editorias de economia social em sites, jornais e rádios. Aqui no site ConecteSUS.org cuido sobre assuntos relacionados ao Sistema Único de Saúde.
