Governo cobra na Justiça gastos do SUS com tratamento de apostadores

Ação judicial contra plataformas de apostas

A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou na Justiça para reivindicar a restituição dos gastos do SUS com o tratamento dos efeitos adversos relacionados aos jogos online. A ação civil pública foi protocolada na Justiça Federal de Pernambuco, envolvendo 17 plataformas de apostas esportivas. A AGU alega a necessidade de reparação mínima de R$ 1 bilhão, que é motivada pelos danos morais coletivos gerados por esses jogos.

Além da reparação, a AGU também solicita que os valores apostados por indivíduos com ludopatia, um transtorno caracterizado pelo vício em jogos, sejam devolvidos em dobro. A argumentação é que as empresas que operam essas plataformas tiram lucro significativo da atividade de apostas, enquanto repassam ao Sistema Único de Saúde os custos relacionados ao tratamento de problemas causados por essa dependência.

Valorização dos gastos do SUS

Os dados levantados pela AGU indicam que os gastos do SUS relacionados ao tratamento de dependentes em jogos superam os impostos arrecadados das próprias apostas, que são estimados em cerca de R$ 50 milhões. A AGU argumenta que as empresas de apostas exploram uma estrutura de negócios que maximiza o engajamento dos usuários, aumentando a probabilidade de vício.

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gastos do SUS

A AGU destaca que esse modelo de negócio é similar ao utilizado em jogos de azar, que possuem reconhecido potencial de gerar dependência. Os efeitos colaterais dessa prática incluem ansiedade, depressão e, em casos extremos, ideação suicida associada ao endividamento. Isso resulta em um desgaste que pressiona ainda mais o Sistema de Saúde Brasileiro, que é chamado a arcar com os custos do tratamento.