Tabela SUS Paulista viabiliza 3,5 milhões de cirurgias

O cenário da saúde pública no Brasil, especialmente em estados como São Paulo, sempre foi motivo de maior atenção e preocupação. Em tempos de desafios, o Governo de São Paulo tem se esforçado para garantir que a assistência médica à sua população seja não apenas acessível, mas também de qualidade. A Tabela SUS Paulista é um exemplo claro desses esforços, viabilizando a realização de 3,5 milhões de cirurgias nos últimos três anos, um feito que merece destaque e análise.

Em 2025, o estado registrou um marco significativo na realização de cirurgias eletivas, atingindo a impressionante marca de 1,3 milhão de procedimentos desse tipo. Esse crescimento não é aleatório, mas sim o resultado de uma estratégia bem estruturada que busca atender à demanda crescente por serviços de saúde. Esse programa, que começou a ser implementado em 2024 sob a forma de um investimento robusto de R$ 9,7 bilhões, tem se mostrado fundamental para o fortalecimento do sistema de saúde pública em São Paulo.

A Tabela SUS Paulista e seus impactos

A Tabela SUS Paulista foi criada com a intenção de restaurar a saúde financeira de hospitais filantrópicos e Santas Casas, que enfrentavam sérios problemas operacionais. A essência da iniciativa reside no pagamento a essas instituições até cinco vezes os valores padrões impostos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do governo federal. Para se ter uma ideia, este incremento possibilitou reativar mais de 8.000 leitos em todo o estado, oferecendo um suporte essencial em um momento em que a capacidade hospitalar estava em crise.

Os números não mentem. De acordo com os dados, no último ano, o número de cirurgias realizadas anualmente dobrou no estado. Com um total de 130 mil cirurgias eletivas, as áreas de cardiologia e oncologia se destacaram, com mais de 13.000 e 10.000 procedimentos, respectivamente. Essa evidência de sucesso nos setores mais críticos da saúde é um claro indicativo de que a Tabela SUS Paulista está cumprindo sua função de maneira eficaz.

Modelo de financiamento e reajustes constantes

O modelo de financiamento da Tabela SUS Paulista é inovador e se baseia em uma análise técnica realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Esse estudo foi responsável por estabelecer um preço de equilíbrio que refletisse os valores praticados por operadoras de saúde e cooperativas médicas, interrompendo, assim, o déficit operacional que muitas dessas entidades enfrentavam. Desde sua implementação, foram realizados mais de 2.600 reajustes em procedimentos médicos, levando o valor médio dos repasses a um aumento impressionante de 237% em comparação com os preços pagos pelo governo federal.

Um exemplo prático dessa mudança diz respeito a cirurgias comuns, como o parto normal, cujo valor passou de R$ 443,40 para R$ 2.217, representando um aumento de 400%. Essa diferença substancial é vital para garantir a continuidade do atendimento e a qualidade dos serviços oferecidos.

Avanços na oncologia e cuidados prolongados

Um dos setores que mais se beneficiaram com a Tabela SUS Paulista foi a oncologia. O número de cirurgias relacionadas a esta especialidade cresceu 43% nos últimos três anos. Isso se dá, em parte, pelos reajustes significativos que foram implementados, como um aumento de 184% em cirurgias e 269% no atendimento clínico. O governo não apenas focou em cirurgias, mas também destinou R$ 1,8 milhão para a realização de biópsias, aumentando a remuneração do exame em 116% em relação à tabela federal.

Os cuidados prolongados, especialmente em áreas como neurológica e cardíaca, também receberam atenção especial. A diária de internação para esses cuidados foi reajustada de R$ 70 para R$ 235, beneficiando os pacientes com um acréscimo que pode ultrapassar R$ 5.000 por mês de internação. Isso não só ajuda a manter um padrão elevado de cuidados, mas também alivia as famílias que, muitas vezes, enfrentam dificuldades financeiras em momentos críticos.

Suporte à prevenção e parcerias municipais

Uma estratégia comum em programas de saúde eficazes é a integração de serviços de prevenção. A Tabela SUS Paulista atua em conjunto com outras iniciativas, como a criação de ambulatórios médicos de especialidades (AMEs) que promovem a realização de exames de rastreio. Um exemplo claro disso é o programa “Mulheres de Peito”, que permite o agendamento de mamografias sem a necessidade de um pedido médico, facilitando o acesso a exames cruciais para a detecção precoce do câncer de mama.

Para os homens, o programa “Filho que ama leva o pai ao AME” oferece check-ups de cardiologia e urologia aos sábados, atendendo à faixa etária de maior risco. Além disso, com o “Saúde Digital Paulista”, um total de 151 mil atendimentos virtuais foram realizados, abrangendo desde a atenção básica até casos mais complexos. Essa combinação de serviços é fundamental para criar uma rede de saúde mais robusta e acessível.

O apoio às prefeituras, por meio do Incentivo à Gestão Municipal (IGM), também foi um dado positivo para o avanço da saúde em São Paulo. Os mais de R$ 1,3 bilhão repassados para as 645 cidades são condicionados ao cumprimento de indicadores importantes, como a cobertura vacinal e o combate a doenças. Isso evidencia a necessidade da gestão local em garantir a eficácia dos serviços, que, por sua vez, impacta diretamente a qualidade de vida da população.

Os resultados desse grande investimento

A Tabela SUS Paulista não apenas reflete números e reajustes, mas traz resultados palpáveis e mensuráveis. Aumento de 46% nas cirurgias eletivas na região de Franca é um exemplo claro do impacto positivo que esses investimentos estão proporcionando. Em um período recente, as 25 instituições de saúde da região receberam R$ 203,4 milhões por meio da tabela, o que viabilizou a reativação de 98 leitos.

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Esse modelo de financiamento é essencial para entender como o Governo de São Paulo tem utilizado os recursos do Tesouro Estadual, originados de tributos como ICMS e IPVA, para transformar a saúde no estado. A transparência é garantida, com informações sobre os repasses disponibilizadas no portal do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies).

Perguntas Frequentes

Como a Tabela SUS Paulista melhora o acesso às cirurgias?

A Tabela SUS Paulista aumenta os valores pagos às instituições de saúde, permitindo que mais cirurgias sejam realizadas e, consequentemente, melhorando o acesso da população a esses procedimentos.

Quais cirurgias tiveram os maiores reajustes?

Cirurgias como parto normal, remoção de vesícula e cesáreas tiveram os maiores reajustes, com aumentos que chegam a 400% em relação ao que era pago anteriormente.

Como a Tabela SUS Paulista está impactando a oncologia?

Desde a sua implementação, a oncologia teve um aumento significativo nas cirurgias, com um crescimento de 43% nos últimos três anos, além de melhorias na remuneração de biópsias e cuidados prolongados.

O que é a rede de AMEs?

Os AMEs são ambulatórios médicos especializados que oferecem exames de rastreio e atendimentos para diversas especialidades, buscando melhorar o acesso à saúde da população.

Como a Tabela SUS Paulista se relaciona com as prefeituras?

O programa fornece incentivos financeiros às prefeituras para apoiar a saúde local, condicionando repasses ao cumprimento de indicadores de desempenho em saúde pública.

Quais foram os resultados das cirurgias eletivas em São Paulo?

Nos últimos três anos, o estado realizou 3,5 milhões de cirurgias, com um crescimento notável na quantidade de procedimentos, refletindo a eficácia da Tabela SUS Paulista.

Conclusão

A Tabela SUS Paulista emerge como um exemplo de como a gestão pública pode transformar realidades, principalmente no setor de saúde. Os números impressionantes de cirurgias realizadas, os reajustes significativos e a vasta rede de programas de prevenção e tratamento demonstram o comprometimento do Governo de São Paulo com a qualidade da saúde. O impacto não é apenas numérico, mas se reflete diretamente na vida das pessoas, reforçando a importância de iniciativas como essa em um contexto de desafios constantes.