SUS oferece nove novos medicamentos contra o câncer

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão de nove medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS), visando atender diferentes tipos de câncer, como mama, próstata e pulmão. A distribuição começa em 20 centros de saúde em 17 estados.

Medicamentos e suas indicações

O Ministério da Saúde anunciou a disponibilidade de nove novos medicamentos contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em tratar pacientes com diferentes tipos de câncer, incluindo o câncer de mama, próstata, pulmão, rim e estômago, além de linfomas e leucemia.

Esses medicamentos atendem a um total de 13 indicações terapêuticas e têm potencial para beneficiar mais de 116 mil pacientes. Embora alguns dos fármacos já estivessem incorporados ao SUS há mais de uma década, a efetiva disponibilização aos pacientes só ocorre agora.

medicamentos contra o câncer

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Os tratamentos incluem o abemaciclibe, direcionado a casos específicos de câncer de mama, que pode custar até R$ 366 mil na rede privada, e o trastuzumabe, atualmente ampliado para pacientes com câncer de estômago. O investimento anual na aquisição desses medicamentos será de R$ 155,4 milhões.

Outros medicamentos incorporados são: acetato de lanreotida para tumores neuroendócrinos, pazopanibe para câncer de rim metastático, rituximabe para leucemia linfocítica crônica, abiraterona para câncer de próstata metastático, gefinitibe para câncer de pulmão, TSH recombinante para câncer da tireoide e sunitinibe para câncer de rim metastático e GIST avançados.

Como será a distribuição dos medicamentos

A distribuição inicial desses medicamentos começa em 20 centros de tratamento localizados em 17 estados do Brasil, com previsão de expansão para outras unidades de saúde até dezembro deste ano. Apesar de o ministério não ter fornecido detalhes específicos sobre os hospitais que receberão os medicamentos na primeira fase, essa iniciativa busca atender a demanda crescente por terapias oncológicas no país.

Além da distribuição dos medicamentos, o Ministério da Saúde também planeja iniciar um rastreamento do câncer colorretal através de exames imunoquímicos fecais (FIT). A estratégia de rastreamento deverá ser gradual, começando pelas capitais e municípios com população superior a 500 mil habitantes.